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17 janeiro 2013

Meu baú pra sempre



Desde que eu me conheço por gente eu "tenho" esse baú. A minha mãe que está passando as férias aqui em casa pode confirmar... Eu tive o privilégio de nascer e morar na casa da minha avó e deve ser por isso, também, que amo esse tipo de artigos. Lembra do post sobre a maleta?!

Ele está muito bem usado

Na infância, esse baú foi a minha casinha ou o meu esconderijo. Na adolescência eu descobri a tal etiqueta “Santos” do lado dele e tentava imaginar a viagem que esse baú fez para chegar lá em casa.

Etiqueta original

As alças de couro não aguentaram a ação do tempo

Quando me casei, não podia esperar pelo dia em que eu o traria para a miiiiiiinha casa. Esse dia chegou em novembro do ano passado. Eu fiz festa. E hoje, quando estou fora de casa, morro de saudades de olhar pra ele. Meu sonho era tê-lo dentro do meu quarto, porém hoje não é possível. Mas espera só quando eu tiver o quarto dos meus sonhos...




Eu acho que essa caixinha deve ser da mesma época do baú



Ainda não tenho vontade de fazer algum tipo de restauração nele... mas gostaria que ele não "envelhecesse" até se acabar, sabe? Preciso ver como conservá-lo assim... desse jeitinho. Esse cantinho da casa ficou a cara de casa de um Hobbit, fala sério?!

E vcs? Curtem esse tipo de “velharia”?

03 janeiro 2009

Quais os barulhos da minha infância?



O que me motivou a escrever este post foi uma entrevista que eu ouvi no Altas Horas. O Serginho Groismam perguntou para a Rita Lee quais os barulhos da infância dela. Eu não me lembro o que ela respondeu, pois eu comecei a responder mentalmente a tal pergunta... responder pra mim mesma.

Quais os barulhos da minha infância?

Pior que agora, me inspirei a responder também quais os cheiros, sabores e cores da minha infância... que coisa boa, que coisa boa é lembrar de tudo isso, e pensar que eu também vou construir estes cenários para a infância de uma ou mais menininha ou menininho. Bom, eu me lembro de muitas músicas que meu pai ouvia e ouve! Só que mais do músicas está vivo os “barulhos” das gaitas, do violão e do violoncelo que o meu pai tocava em casa....

Me lembro das coleções de fitas cassetes que ele fazia. Cara ele tinha todas as fitas do Raul Seixas... cantei muito Raul Seixas.

Milton Nascimento, me lembro de acordar bem cedinho num domingo chuvoso ouvindo Coração de Estudante, Canção da América, etc. Meu pai falava muito bem de Milton Nascimento, ele tem orgulho por ele ser mineiro, seu conterrâneo. Tim Maia, Sandra de Sá, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Roberto Carlos, Wanderleia, Silvio Brito, vixe... isso sempre me foi familiar e ainda gosto muito de ouví-los. Conto essas coisas sorrindo saudosa de lembrar disso tudo. Ao mesmo tempo, me lembro como o clima ficava pesado quando ouvíamos: Cale-se de Gilberto Gil e Chico Buarque.

Não tenho idéia de quantas vezes eu cantei Xixi nas estrelas de Guilherme Arantes. ahahahahaha eu tentava imitar as expressões de voz e a entonação dele.... "queeeeeem foi que disse, que eles podem vir aqui..."

Tem uma música também de Chico Buarque em parceria de Vinícius de Moraes que me trás doces lembranças: Gente Humilde. Esta eu cantei com o coralzinho da escola, acho que eu estava na segunda ou terceira série do ensino fundamental.

Caramba, se você pudesse ver a quantidade de discos de vinil que o meu pai tem em casa... é de pirar o cabeção. Como é bom entrar e “reinar” na biblioteca do meu pai... que saudades. Além das músicas clássicas, eu também ouvia Michael Jackson, mais precisamente a música Ben. O meu pai presenteou a minha mãe com o disco We Are The World: U.S.A For Africa, uma reunião de 45 cantores norte-americanos em prol da luta contra a fome em 1985. (clica aqui pra saber mais sobre esse LP) Nós quatro ouvimos este disco até riscar... hehehehehe

Heritage Singers, Eclair Cruz (na minha opinião, o melhor primeiro tenor do Brasil de todos os tempos), Arautos do Rei, Take 6, Grupo Integração, Prisma, tem mais dois discos que se destacam na minha memória mas não consigo me lembrar dos nomes, eu sabia que isso poderia acontecer...

Tem uma comunidade que eu também faço parte no orkut chamada “Música de pai”. Eu nem me lembro como eu a encontrei. Na descrição da comunidade fala sobre tomar as músicas do pai como herança e também sobre a influência no nosso atual gosto musical. Quando eu criei a comunidade “Meus filhos vão ouvir Take6” não tive dúvidas em associá-la. Eu e o meu marido vamos deixar esse e outros sons como herança para os nossos filhos.