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18 janeiro 2011

As executivas mais poderosas do Brasil e do mundo

2011 é especialmente significativo para as brasileiras, que, no primeiro dia do ano, viram Dilma Rousseff se tornar a primeira mulher a assumir a presidência do Brasil. A exemplo da política, elas também vêm conquistando papéis de destaque no mundo dos negócios. Uma eleição promovida pela primeira vez pelo jornal Valor Econômico, em parceria com a consultoria Egon Zehnder, apontou as 14 principais executivas brasileiras. Elas foram escolhidas segundo critérios como tempo no cargo, complexidade da gestão, mudanças de impacto promovidas no negócio, desempenho financeiro, grau de inovação e o volume de investimentos em expansão.


Encabeçando a lista, está a engenheira mecânica carioca Ana Zambelli, de 37 anos, presidente da unidade brasileira da franco-americana Schlumberger, uma das maiores fornecedoras mundiais de produtos para exploração de petróleo. A empresa opera em 88 países e emprega 77 mil de 140 nacionalidades. Com os anúncios dos campos de Tupi e do pré-sal, a operação brasileira vem ganhando atenção especial do grupo, assim como a gestão da brasileira, em especial pelo fato de ser uma mulher na presidência de uma importante organização do setor de óleo e gás no Brasil. Formada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ana estagiou e foi contratada como engenheira de campo, trabalhando em plataforma de petróleo. Hoje, está à frente de 1.700 profissionais.


Na segunda colocação, está Andrea Bertone, da Duke Energy, seguida por Annette Reeves de Castro (Esmaltec e Cascaju) e Chieko Aoki (Blue Tree Hotels).


Confira a lista completa, com os nomes e cargos das executivas:
Ana Zambelli - presidente da Schlumberger Brasil
Andrea Bertone - presidente da Duke Energy
Annette Reeves de Castro - superintendente da Esmaltec e da Cascaju
Chieko Aoki - presidente do Grupo Blue Tree Hotels
Cláudia Farkouh Prado - sócia da Trench, Rossi e Watanabe
Cláudia Goulart - presidente da GE Healthcare Latin America
Denise Santos - presidente do Hospital e Maternidade São Luiz
Heloísa Helena Assis - dona da rede de salões Beleza Natural
Liliana Aufiero - presidente da Lupo
Luiza Helena Trajano - superintendente da rede de varejo Magazine Luiza
Maria Silvia Bastos - presidente da Icatu Seguros
Nadir Moreno - presidente da UPS do Brasil
Regina Nunes - presidente da Standard & Poor´s no Brasil
Sonia Hess - presidente da Dudalina, maior fabricante da camisas masculinas do país


A curiosidade não para por aí. E no mundo, quem é a executiva mais poderosa? Segundo ranking da revista Fortune, divulgado no final do ano passado, pela quinta vez consecutiva, é Indra Nooyi, de 54 anos, chairman e CEO da PepsiCo. Segundo a publicação, Indra conseguiu elevar as vendas da empresa a US$ 43 bilhões durante o ano de 2010. Na segunda colocação aparece Irene Rosenfeld, chairman e CEO da Kraft Foods, que também ocupou o segundo lugar no ranking de 2009, seguida por Pat Woertz, da Archer Daniels Midland, e por Angela Braly, da WellPoint (WLP), que também mantiveram as posições registradas no ranking anterior. (O Globo)


Veja abaixo as 10 primeiras colocadas do ranking da Fortune, que lista as 50 executivas mais poderosas:


Indra Nooyi - PepsiCo
Irene Rosenfeld - Kraft Foods
Patricia (Pat) Woertz - Archer Daniels Midland
Angela Braly - Wellpoint
Andrea Jung - Avon
Oprah Winfrey - Harpo e OWN (the Oprah Winfrey Network)
Ellen Kullman - DuPont
Ginny Rometty - IBM
Ursula Burn - Xerox
Carol Bartz - Yahoo

Poderosas..sim....mas usar gravata?? só se for assim:


 Andrea Marques: de longe, preto e dourado numa seda elegante e super feminina, quase como bolinhas modernas… que bem de pertinho viram besouros!(Oficina de estilo)

15 janeiro 2010

Novidades na rede

O crescimento das empresas pontocom traz oportunidades para quem quer fazer carreira no setor. Veja quais são as imprescindíveis profissões digitais
Elisa Tozzi (redacao.vocesa@abril.com.br) 05/01/2010

A internet no Brasil já conecta 64 milhões de pessoas, segundo dados do Ibope, e a estimativa para os próximos dois anos é que esse número cresça 40%. De olho na expansão desse mercado, as empresas de tecnologia, e também as demais que usam a web como entreposto comercial, começaram a recrutar profissionais para atuar em tempo integral na rede. Novos postos de trabalho estão surgindo em atividades que até bem pouco tempo não existiam.

Um exemplo é o gestor de redes, responsável por antecipar necessidades dos consumidores vasculhando as redes sociais. "Daqui a três anos o mercado precisará de 1 milhão e meio de profissionais em áreas diversas", diz Fernando Meirelles, professor de administração da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (Eaesp- FGV). Esse dado é fruto da 20a Pesquisa Anual do Uso de TI, realizada de agosto de 2008 até abril de 2009 pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV-SP.

O levantamento considera a opinião de 5 000 empresas de grande e médio portes. O cálculo do número de funcionários para dar conta da demanda no setor foi feito com base em estatísticas que consideram o número de pessoas com acesso a computadores na população brasileira. Em 2008 existiam pouco mais de 60 milhões de computadores no país e a demanda era por 520 000 profissionais. A estimativa é que em 2012 haverá 100 milhões de computadores ligados à rede. Daí a maior necessidade de gente nas empresas coordenando as operações na web. O estudo, no entanto, não considera as dificuldades de formação de mão de obra qualificada para o setor. Portanto, é de se esperar que existam mais vagas abertas nas empresas do que gente capacitada para preenchê-las.

Atualmente o salário dos profissionais que atuam na área varia de 2 000, para iniciantes, a 12 000 reais, no caso de gerentes, podendo ultrapassar essa cifra, dependendo do porte da empresa. A maior parte das ofertas de emprego está concentrada na região Sudeste do país, assim como os cursos para quem quer atuar nesse mercado — ainda que grande parte dos profissionais dessa área seja mesmo autodidata. “É cada vez mais importante entender o que o internauta quer, e as redes sociais proporcionam essa sabedoria”, diz René de Paula, evangelizador digital (é esse mesmo o nome do cargo que ele ocupa) da empresa de software e serviços de internet Microsoft, em São Paulo.

Munido de relatórios e pesquisas, René mapeia as tendências da web. “Meu papel é descobrir para onde a internet caminha e, com base nas projeções, adequar o plano de negócios da Microsoft a essa tendência”, diz. Veja algumas das funções que estão ganhando força com o crescimento da rede no Brasil.



Relacionamento online

QUEM: Roberto Aloureiro, de 38 anos, gerente de redes sociais da construtora Tecnisa, com sede em São Paulo.

O QUE FAZ: Modera comunidades e sites de relacionamento, desenvolve estratégias de marketing e relacionamento digital.

Observar redes sociais para melhorar o relacionamento da empresa com os clientes é o trabalho do publicitário, de São Paulo, que passa o dia navegando por sites como Orkut, Twitter e Facebook. “Monitoro, em blogs e perfis, mensagens de internautas que mencionam a Tecnisa, respondo às dúvidas e divulgo produtos”, diz Roberto. Em 2009, quase 30% das vendas da empresa foram via internet. “Já vendemos um apartamento de 500 000 reais pelo Twitter. Colocamos o link de venda no nosso perfil e um dos seguidores se interessou pelo imóvel.”


Olho no desempenho

QUEM: Márcio Tierno, de 37 anos, diretor comercial e responsável por análise de desempenho da Inmetrics, empresa que monitora qualidade de sites, de São Paulo.

O QUE FAZ: Testa softwares e sites para corrigir erros de programação.

Os analistas de desempenho identificam falhas antes que um site entre no ar ou um software seja lançado. “A função é estratégica para quem depende de transações online, como companhias aéreas e bancos”, diz Márcio Tierno, da Inmetrics, empresa paulistana que cuida dos sites do Grupo Santander e Vivo. A Inmetrics surgiu em 2002, num laboratório de incubação da Universidade de Campinas (Unicamp), e aumentou seu quadro de 50 para 300 profissionais de 2008 a 2009.

Cresceu com o comércio online, que em 2009 movimentou mais de 10 bilhões de reais, um crescimento de 28% em relação a 2008. “É importante entender de programação, de banco de dados e de sistemas operacionais”, diz Márcio. Os salários vão de 2 500 a 6 000 reais para cargos operacionais.


Especialista em busca

QUEM: Tiago Luz, de 27 anos, gerente de SEO da agência de publicidade DM9.

O QUE FAZ: É responsável por otimizar sites para que apareçam bem posicionados nas páginas de buscadores como Google e Yahoo!.

A DM9 contratou, há quatro meses, um diretor de SEO (sigla em inglês para Search Engine Optimization, que é o trabalho de melhorar a presença de sites na ordem de prioridade nos buscadores como Google). Formado em administração no Canadá, Tiago lidera uma equipe de seis pessoas. “Como a internet possibilita medir constantemente o número de acessos, o dia a dia de um especialista em SEO é estressante”, diz Tiago.

Apesar da demanda, ainda são poucos os cursos sobre o tema. O salário médio é de 3 000 reais, mas quem lidera equipes pode ganhar bem mais. “Há menos de um ano eu precisava convencer as empresas sobre a importância do SEO. Agora as companhias procuram serviços de search espontaneamente”, diz Marcelo Abdo, diretor executivo da PictureWeb, empresa de marketing online de São Paulo.


Publicidade em outros formatos

QUEM: Fred Pacheco, de 31 anos, diretor comercial da Boo Box, empresa de publicidade em mídias sociais, de São Paulo.

O QUE FAZ: Relacionamento com agências.

Formado em publicidade, o carioca Fred Pacheco começou a carreira na IBM, como gerente de projetos. Depois disso, passou pela fabricante de pneus Michelin, na área comercial, e foi para a Predicta, que faz medição de audiência online. Na Boo Box há seis meses, usa também seus conhecimentos offline para colocar os anunciantes nas chamadas redes sociais e em blogs. “Foi bom unir os conhecimentos que ganhei em empresas de internet com o que sei sobre a área comercial, para desempenhar o trabalho que faço hoje.”

INFRAESTRUTURA TAMBÉM GERA EMPREGOS
Nova tecnologia de difusão de banda larga amplia oportunidades
O desenvolvimento de infraestrutura para redes gera oportunidades na AES Eletropaulo Telecom, que está criando uma tecnologia para popularizar o acesso à banda larga. Engenheiros com formação em telecomunicações ou elétrica estão em alta. “São raridades e ganham em torno de 15 000 reais”, diz Emerson Hioki, diretor de operações da AES.